Histórico

Porto do Maranhão e de todos nós

O Porto do Itaqui foi administrado pela Companhia Docas do Maranhão (Codomar), subordinada ao governo federal, no período de 1973 até 2001. Em 1° de fevereiro de 2001, por meio do Convênio de Delegação n° 016/00 assinado entre o Ministério dos Transportes e o Governo do Estado do Maranhão, o Porto do Itaqui passou a ser gerenciado pela Empresa Maranhense de Administração Portuária - EMAP.


A criação da EMAP proporcionou ao Itaqui um novo estágio de desenvolvimento em operação, qualidade, desenvolvimento de pessoas e oportunidade de negócios. Suas conexões com importantes ferrovias, como a Estrada de Ferro Carajás, que se interliga com a Ferrovia Norte-Sul e Transnordestina fazem do Itaqui um corredor importante para o Centro-Oeste do Brasil. São mais de 20 milhões de hectares de hinterlândia (área economicamente servida pelo porto), 55 quilômetros de rodovias estaduais e federais a partir da BR-135.


Além de vantagens geográficas, o porto está localizado na região conhecida como MATOPIBA, formada pelos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, considerada a terceira e última fronteira agrícola do país.


Mais que eficiência multimodal, o Itaqui segue crescendo também em infraestrutura, com o início das operações do Terminal de Grãos do Maranhão (TEGRAM). Para acompanhar esse crescimento a EMAP anuncia um novo píer petroleiro e três novos terminais: celulose, contêiner e fertilizante.


Virada histórica

2015 foi o ano da virada, marcado por profundas transformações no modelo de gestão da EMAP, o que trouxe eficiência administrativa e redução de custos aliados a lucratividade, crescimento e recorde operacional histórico.


O Porto do Itaqui cresceu 21% em movimentação de cargas em 2015 e fechou o ano com recorde histórico de 21,8 milhões de toneladas. Entre os fatores que contribuíram para a performance estão a revisão dos processos administrativos e operacionais da empresa, a padronização e melhoria de equipamentos para carga e descarga de granéis sólidos e a entrada em operação do Terminal de Grãos do Maranhão, o Tegram.


Nos terminais externos – onde circularam 1,7 milhão de pessoas e 300 mil veículos em 2015 - também houve grandes transformações. Como autoridade portuária, responsável pela segurança e infraestrutura nos terminais da Ponta da Espera e do Cujupe, a EMAP empreendeu esforços para regulamentar o serviço de transporte aquaviário no Maranhão. Com a criação da Agência Estadual de Transporte Aquaviário e Mobilidade Urbana (MOB), o serviço foi regulamentado e o Governo lançou edital internacional para operação desse transporte.


Inúmeras melhorias foram implantadas nos dois terminais, como a instalação de uma unidade do Juizado de Menores, sistema de informação em circuito fechado de televisão, embarque preferencial (van para transporte de pessoas com mobilidade reduzida) e estratégia de ordenamento de fluxo de veículos e passageiros em períodos de grande movimentação. A ação reduziu a espera e melhorou o atendimento. Além disso, foi instalado serviço de internet gratuita aberta a todos os usuários nos dois terminais.


O estado do Maranhão recebeu de volta o Terminal do Porto Grande, que vinha sendo utilizado irregularmente por uma empresa privada. E em São José de Ribamar a EMAP também atuou, entregando à prefeitura o projeto de requalificação do Cais do município.


Os números a seguir traduzem os avanços obtidos em apenas um ano


  • Redução de 52% no tempo médio de espera de navios: de 85h para 44h em carga geral e de 336h para 170h em granéis sólidos;
  • Redução de R$ 32 milhões de custos operacionais e despesas administrativas em relação a 2014 (26% menos que o realizado em 2014);
  • Margem EBTIDA (indicador financeiro que mede a rentabilidade) de 49% (índice que em 2014 ficou em 0,08%);
  • Economia de R$ 1,3 milhão com a suspensão de bônus e gratificação para presidente, diretores e gerentes;
  • Lucro líquido de R$ 68,2 milhões (o orçamento aprovado em 2014 previa R$ 300 mil para 2015);
  • Dragagem: obra, orçada em R$ 65 milhões, foi realizada com investimento próprio no valor de R$ 62 milhões;
  • Criação do Comitê de Responsabilidade Social da Área Itaqui-Bacanga. A EMAP integra o fórum ao lado de outras 12 empresas;
  • 3,1 mil crianças e adultos das comunidades do Itaqui-Bacanga, Cujupe e Ilha de Cajual pelo Programa Porto Comunidade, com ações de saúde, esporte, lazer, cidadania e educação;
  • 3º melhor porto do Brasil em Gestão Ambiental, segundo ranking do IDA (Índice de Desempenho Ambiental Portuário) da ANTAq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários).
  • Criação da Ouvidoria da empresa e implantação do e-SIC (Sistema de Informação ao Cidadão).